Estamos começando a pagar a conta deixada no prego por esse turismo predatório e insustentável que é alimentado por uma espécie de força oculta que envia pessoas dos quatros cantos do mundo. Chegam aos montes, no Augusto Severo, em aviões abarrotados. Uns portam mapas, bolsas, câmeras, enquanto outros, freqüentemente vindos dos mesmos dois ou três paises, chegam com o próprio pau nas mãos. Transformam antigas relações de trabalho em jogo bizarro onde fica parecendo que há um cifrão de Real, Dólar ou Euro na testa de cada um. A população se divide entre os que dependem deles e os que deles não gostam. Há também aqueles que dependem, mas não gostam. Os espanhóis, sem perceber o contra-senso histórico, vêm buscar riquezas em terras à Leste da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. E haja água para irrigar tanto campo de golfe.
Parece que as Grandes Navegações nunca cessaram, na verdade. E os piratas do capital imobiliário continuam mapeando o litoral potiguar. Se vendem pela internet, a vista, a prazo ou no cartão.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
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