segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Questãozinha boba

Faça o teste. Experimente levantar questionamentos sobre o futuro da humanidade que você passará por bobo, na grande maioria dos círculos sociais.

- Ei, mas peraí... eu to falando da nossa sobrevivência, de todos, dos rumos que o planeta está tomando...

Não adianta, alguém vai comentar baixinho:

- ishhh, mais um comunista...

Tudo bem, não faz mal, eu continuarei falando bobagens sobre o fim do mundo. Afinal, ele vai acabar. E logo. Nós nunca modificamos tanto a natureza à nossa volta em toda a história da humanidade como o fizemos nos últimos cem anos. Que diferença isso faz? Eu não sei exatamente. Mas aprendi na escola que o planeta é um sistema integrado e que a menor influência, ainda que em escala regional, altera o todo. Talvez seja essa nossa mania de não dar importância ao que aprendemos na escola... tsc tsc. Será que todas as pessoas sabem disso? Talvez não. Mas por que são justamente aquelas que sabem, as que menos fazem?

Eu acho mesmo é que o homem se considera tão esperto que, cansado de ouvir previsões astronômicas ou nostradâmicas, decidiu ele mesmo, por fim à vida na terra. Começou exterminando algumas espécies e agora tem que conservá-las em cativeiro, como se já soubesse que o mundo se transformará num grande museu de concreto, onde a natureza estará apenas atrás dos vidros...

O pior de tudo é que não adianta não querer compactuar com esse destino trágico. Qualquer um que ande de carro e passe mais de 15 minutos no banho já está contribuindo para o fim do planeta. Isso talvez explique por que as pessoas preferem tratar por idiotas aqueles que puxam esse assunto. Debate sem fim, discussão inútil...

domingo, 26 de agosto de 2007

Sem saudosismo...

Eu preferia a água quando era incolor, inodora e insípida (e não com um leve gostinho de framboesa ou limão...)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Estória de pescador

Seu Antônio Pescador tem 75 anos e durante toda a vida retirou o sustento seu e da sua família, da pesca nas águas do Rio São Francisco. Hoje ele faz parte da Caravana em Defesa do Rio São Francisco e pelo Semi-Árido, um grupo composto por pesquisadores e representantes de movimentos sociais que viaja pelo país procurando discutir a utilidade do projeto de transposição do rio.
Em um desses encontros, no auditório da reitoria, na UFRN, ele se mostrou extremamente atento às questões não só de cunho ambiental, mas também ligadas ao patrimônio artístico-cultural do país.

- Luiz Gonzaga já cantava "o Rio São Francisco vai bater no meio do mar..." Se houver transposição e o rio secar? Vamos tratar o nosso rei do baião por mentiroso? Logo ele, que tantas vezes cantou as causas ambientais?

Sem saber, Seu Antônio é a alma do movimento...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Feche os olhos e se concentre apenas nesse pêndulo...


A realidade pauta a imprensa? Sim, não há como negar, são os fatos cotidianos que pautam aquilo que vai sair no jornal. Seria desastroso (para os jornais, diga-se de passagem) se as pessoas passassem a acreditar que as redações criam notícias, inventam ocorrências policiais, falsificam informações. Não, não vamos tão longe. Vamos supor que tudo o que sai no jornal é verídico. Ainda assim, cabe a pergunta: será que é possível a imprensa fazer a cobertura de todos, absolutamente todos os fatos que acontecem nas vidas das pessoas diariamente? Será que a realidade cabe num telejornal? Ou num jornal impresso?

Nas semanas que se seguiram ao acidente da TAM, em Congonhas, a mídia nacional virou boletim da Infraero. O mecânico peidou? Faltou papel na impressora do secretário? O painel eletrônico pifou? Tudo isso se tornou passível de aparecer em horário nobre, nas vozes radiofônicas do casal porta voz do Brasil. Ah meu amigo, após um acidente desses também... você queria o quê? O povo quer saber... Será?

A teoria do Agendamento foi criada na década de 70, nos Estados Unidos e explica a correspondência entre a intensidade de cobertura de um fato pela mídia e a relevância desse fato para o público. Segundo os teóricos que a inventaram, “na maior parte do tempo, a imprensa pode não ter êxito em dizer aos leitores o que pensar, mas é espantosamente eficiente em dizer aos leitores sobre o que pensar". Destacar determinados assuntos em detrimento de outros é o papel diário das redações. O que vai render mais audiência? O que é mais importante? Pra quem isso é mais importante? O que nos interessa mostrar/repercutir? Isso quem determina não é você, Homer...agora feche os olhos e se concentre...vai começar o jornal.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Continuam tentando me fazer de idiota

Pouco antes do início dos jogos Panamericanos, o jornal nacional, da tv grobo, pautava diariamente a guerra nas favelas cariocas, tanques do exército subiam e desciam os morros, repórteres em meio a tiroteios... O mais estranho é que trinta segundos depois do "boa noite" dos apresentadores, na abertura da novela, a mesma cidade se chamava então, Paraiso Tropical, e se seguia uma visão panorâmica da avenida principal de Copacabana, com carros de luxo e restaurantes grãfinos.
Alguma dessas duas imagens é real? Será que continuam tentando me fazer de idiota? E o que a porra da teoria do agendamento tem a ver com isso?

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Aviso aos navegantes

Não é a primeira vez nem será a última. Em se tratando de internet então... Ok, criei um novo blog. E daí, se ninguém vai ler? É uma possibilidade. Na verdade eu to mais preocupado com o fato de que alguém vai ler.
Antes de tudo quero deixar claro que não me responsabilizo por nada que eu venha a escrever neste espaço. Se vc não gostar de algo, o problema é seu. Calma, longe de mim a polêmica, mas se eu criei o blog, foi para eu falar. capitche?? Se ficar com meias palavras termina parecendo a redação de um jornal... nã...
Además, tudo na paz, tranquilo como um grilo. E bola pra frente.

Pontapé inicial

Um, dois, três...testando!!